Passagem da memória que eu guardo como um tesouro.
É com saudade, gratidão e muito amor que eu lembro das tardes em que eu tinha que tomar banho, me arrumar, sentar na frente da TV e assistir Castelo Rá-Tim-Bum seguido de Sítio do Pica-pau amarelo. Enquanto assistia, eu lanchava qualquer coisa que me davam, sem prestar muita atenção no que era.
Não perdia nenhum episódio, nenhum capítulo. Reclamava às vezes do lanche, mas a culpa era toda minha que passava a tarde roubando fatias de bolo ou do que mais tivesse em cima da mesa pro lanche da tarde e na hora de comer estava sem fome.
E depois disso eu podia ir pra frente de casa brincar com as outras crianças, em geral, correndo e destruindo o penteado que demorara tanto tempo pra ser feito e que arrancava vários fios do meu cabelo. Mas a culpa era toda minha, quem manda eu não sossegar.
Agora, assistir televisão é uma limitação imensa à imaginação fértil que as crianças tem. Desenhos animados todos iguais, com roteiros iguais e personagens iguais fazem mal até pra nós, adultos. Comparar os desenhos de 15 anos atrás aos de agora nos mostra uma terrível realidade: As crianças de hoje estão sendo imbecilizadas mais cedo.
Obrigada ao Doug, à Carmen Sandiego, ao Bob, à Família Dinossauro, ao Menino Maluquinho e à alguns poucos gibis que eu lia.
Desculpem-me Brendinha, Vanessa, Luizinho e todas as crianças de 5 à 10 anos que não tem mais o direito às descobertas e emoções que esses desenhos nos proporcionavam. Deixo a promessa de sempre fazer tudo ao meu alcance para oferecer conteúdo de qualidade para vocês.